depois eu descubro
há algo de desesperador no processo de tentar entender o que eu quero.
sábado agora, seu zé me disse pra eu arrumar a cabeça, definir o que eu quero e descobrir que eu mereço as coisas, porque eu acho que não mereço (ele mesmo disse, não com essas palavras, mas algo próximo).
nesse processo acho que também preciso descobrir uma forma de ser mais gentil comigo, mas é difícil quando todo mundo tá ganhando dinheiro e fazendo alguma coisa dos seus dias e eu tô aqui, sentada a mesa, escrevendo um texto de blog.
mas é desesperador saber que queria estar em tantos lugares ao mesmo tempo e não saber se pertenço a esses lugares. eu queria fazer doutorado, mas não muito, eu queria viver de freelas, mas não muito, eu queria ser clt (ou até pj) em uma editora, mas não muito. e tipo, eu nunca fui!! como vou dizer que é isso que eu quero mesmo, vai que eu quebro a cara quando chegar lá, parecido com a joutjout em seus tempos de intrínseca?
eu sei que seria inteligente da minha parte se eu focasse em concursos, mas os concursos não trariam a felicidade de trabalhar com a edição de livros (o surto, o pavor, a incerteza, a remuneração baixa também).
talvez eu deveria me isolar pra descobrir o que EU quero? ou cortar algumas influencias (principalmente aquelas que não são voltadas para MIM, tipo tarot ou costar).
por agora vou apenas lavar a louça


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